Como foi a 6.ª edição do Lisbon Motorcycle Film Fest (LxMMF)?

Depois de termos divulgado a realização da sexta edição do LXMFF, que teve lugar na Cervejaria Dois Corvos, ali para as bandas do Beato, falta agora apresentar um “resumo condensado” do evento. Mesmo muito sintetizado porque foram 4 dias muito intensos para quem gosta de motos, de cinema, de momentos de alegre convívio…

O vídeo que abaixo se menciona é uma espécie de “trailer de trailers” e tem o mérito de conseguir, em apenas 1 minuto, resumir o que já era um resumo de cada filme apresentado no festival. Simplesmente notável!

O S. Pedro colaborou e o tempo esteve agradável em todos os dias, mesmo durante a noite. A escolha do emblemático Cinema São Jorge, situado na mais carismática avenida da Capital, para quartel-general das operações continua a ser uma opção de sucesso e apenas a afluência de público, sem ter sido má, podia ainda ter sido melhor! Talvez seja necessária uma maior divulgação junto do grande público, além da que aparece por exemplo na AgendaLx.

De quinta a domingo, a dificuldade foi mesmo escolher

Este evento, verdadeiro hino à cultura motociclista, a cada ano que passa vai-se afirmando cada vez mais e a riqueza de conteúdos mostra isso mesmo, sendo que o grau de exigência é elevado e é complicado não baixar a fasquia por comparação com a edição homóloga, mas a edição de 2022 passou o teste com distinção.

Logo na quinta-feira com o filme “The Desert Said Dance” deu para aguçar o apetite e saber que ia estar presente Harrisonamark, um dos nomes por detrás do mesmo, só veio aumentar o entusiasmo. Cenário: Norte do México e a realização da Baja 1000. Muitos são os que começam, mas nem todos chegam ao fim! Fora todos os outros perigos, há ainda os cartéis da droga que são, em rigor, a autoridade e se fazem pagar por isso…

Na sexta foi lançado o #3 número da revista Motorcycle Cyties (sobre Lisboa) e o filme “972 breakdowns”. Estando presente daniel.von.ruediger, que participou ativamente na realização do mesmo e acompanhou a aventura ( e as desventuras) dos sidecars até chegar a Nova Iorque… não havia como faltar! 972 avarias é um número assustador. Cada Ural carregar quase 600 kg (sobretudo peças sobressalentes) é medonho!

Sábado teve lugar um talk com os convidados, mas antes, ainda da parte da manhã, foi possível, num tom mais intimista e familiar, trocar algumas impressões com os convidados que, simpaticamente, contaram as suas experiências e vivências, não apenas relativamente a estes filmes, mas até na vida pessoal e na alegria de estarem em Portugal.

Aqui tenho que destacar Claudio Von Planta (cameraman da série “Long Way”) que partilhou um pouco da sua vida, de como até aos 16 anos nunca tinha saído da Suíça ou como no final do 1.º ano da Faculdade largou tudo e foi filmar a Guerra do Afeganistão (foram especialmente úteis os mais de 2 anos de treino militar), em meados da década de 80. Regressou, começou a trabalhar em pleno e nunca mais voltou aos bancos da escola…

Mais tarde o filme ”The Wall” de Stéphane Gautronneau (nada a ver com o álbum dos Pink Floyd), é antes uma história “contada por dentro” sobre o “Poço da Morte”, algo a que a maioria de nós já assistiu pelo menos uma vez na vida e de que sou  fã pela experiência sensorial e pelo domínio que têm da moto. Quem nunca viu ao vivo, não faz ideia do que perde! Fica “obrigado” a ir!

De qualquer modo, o ponto alto de sábado é sempre o “Night Ride” e este ano não foi diferente. Mais ou menos à hora marcada e com o inestimável apoio da PSP (nota de destaque para o excelente trabalho que fazem e o elevado nível técnico de condução) começou este passeio memorável, ainda que curto.

Descida da Av. da Liberdade, para estupefação dos transeuntes, sobretudo turistas, que batiam palmas e tiravam fotos, Rossio, Terreiro do Paço, Campo das Cebolas, em direção à Estação de Santa Apolónia, Xabregas, terminando na Matinha, ali bem ao lado do Rio Tejo e junto a uma simpática roulotte que não tinha mãos a medir para tanta afluência.

Entre uma bifana e uma cerveja tive oportunidade de ouvir as opiniões de fitopochat (Harley a la Cubana) e de daniel.von.ruediger (972 breakdowns) e ambos estavam em êxtase com a experiência, bem como com a perícia da PSP no controlo do tráfego! Ali vão mais uns bons embaixadores de Portugal!

No domingo tivemos na Sala Manoel de Oliveira o MotoGP Live em Mugello, com entrada gratuita, ganho por Bagnaia na categoria rainha e onde Miguel Oliveira conseguiu um honroso 9.º lugar, mas havia mais para o resto da tarde.

Começou logo com a produção nacional “Farruncas do Asfalto” e as suas aventuras nos Alpes, a que se seguiu “Harley a la Cubana” onde marcou presença o simpático e afável fitopochat de que já falámos antes. Destaco apenas algo que contou: a maioria das Harley que existe, nomeadamente as do filme, são anteriores à vinda de Fidel Castro (subiu ao poder em 1959) e peças de reposição não há. São criadas ali!

Por fim, seguiu-se o talk com o nosso Dakarista Bianchi Prata. Além da simpatia, o magnetismo e o palmarés do piloto de Marco de Canaveses e agora team manager (tinha até a sua moto em exposição), há uma expressão proferida por ele que já diz (quase) tudo: O Dakar é a minha vida!

E pronto! Aqui ficam algumas notas sobre a 6.ª edição do Festival. A quem não pode marcar presença (por exemplo por questões de saúde) pode ter a certeza que foi uma grande festa e estão todos de parabéns, sobretudo a organização que, imagino eu, já está a preparar a 7.ª edição, lá para daqui a 1 ano!

Texto: Pedro Pereira

Fotos: LxMFF

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